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Liderança mundial na área do aquecimento solar

A maior central solar térmica está situada na Dinamarca, e outras vão surgindo por todo seu território.

Por Jan Aagaard
A Dinamarca está localizada no hemisfério norte, a uma latitude onde o inverno é longo e escuro, não sendo assim um lugar que, espontaneamente, se associa à energia solar. E, no entanto, a Dinamarca é líder mundial no que respeita centrais solares térmicas que tornam possível o aproveitamento do maior recurso energético mundial - o sol.  

As duas maiores centrais solares térmicas, a nível mundial, encontram-se na Dinamarca, cobrindo respectivamente 18.300 e 15.000 metros quadrados, e novos centrais gigantes vão surgindo estes anos por todo o país. No sul da Jutlândia, um terreno foi preparado recentemente para receber uma central que cobrirá 17.000 metros quadrados e um acordo acaba de ser assinado para a construção de outra central no norte da mesma península de uma superfície de 35.000 metros quadrados.  

Uma das razões pelas quais a Dinamarca se destaca na área do aquecimento solar deve ser encontrada na maneira como está estruturado o fornecimento do calor. Mais de 60 % dos lares dinamarqueses estão ligados a centrais de aquecimento urbano, o que é um caso único num país da Europa ocidental.  Às centrais de aquecimento urbano se devem juntar 400 centrais que produzem calor a partir de variadas fontes de energia como carvão, gás natural, granulados de madeira e palha. Cerca de 40 % do aquecimento urbano é assegurado por fontes de energia renováveis.


Sunmark Ærø

O aquecimento solar é rentável

Será cada vez mais rentável investir em centrais térmicas solares em grande escala. Os preços de e as taxas sobre combustíveis fósseis, como por exemplo, o petróleo e o gás, só seguiram um caminho aumentando constantemente nestes últimos anos, enquanto que o contrário se tem passado com as tecnologias solares térmicas, cada vez mais baratas e mais eficazes. Estes factos explicam porque é que o sector do aquecimento urbano tenha registrado um crescimento rápido no número de centrais solares térmicas na Dinamarca.

“A central solar térmica em grande escala é provavelmente a primeira tecnologia baseada numa energia renovável que seja completamente competitiva comparando com os combustíveis fósseis, mesmo excluindo as taxas que lhe são aplicadas. O aquecimento solar é muito rentável e permite investir nestas centrais sem o apoio do Estado”, explica Flemming Ulbjerg, consultor da empresa de consultoria em engenharia, Rambøll. As centrais deste tipo são dimensionadas para assegurar as necessidades de aquecimento urbano durante o verão, e de maneira a que o aquecimento solar possa cobrir até 20 % das necessidades anuais de aquecimento e de água quente. As necessidades remanescentes serão cobertas por outras fontes de energia, como o gás natural. 


Exportação e expansão

Um pouco em toda a parte do mundo, as companhias de aquecimento urbano começam a interessar-se pelas oportunidades que oferece o aquecimento solar. A empresa dinamarquesa  - Arcon -  entregou recentemente em St.Paul, no Minnesota, Estados Unidos da América, a primeira central térmica solar para aquecimento urbano, duma superfície de 1.800 metros quadrados. Esta central servirá para aquecer um grande centro de conferências e instalações esportivas, e a produção de calor excedentário deverá ser escoada na rede de aquecimento urbano da cidade.

Outra companhia dinamarquesa - Sunmark – forneceu, por exemplo, uma central de 7.000 metros quadrados aos Países Baixos. Simultaneamente a expansão continua na Dinamarca a um ritmo acelerado. Está previsto para um futuro próximo o estabelecimento de 17 centrais novas em todo o território e várias centrais que já existem vão ser ampliadas.

A maior central solar térmica do mundo, instalada na ilha de Ærø, está a ser ampliada de maneira a duplicar sua capacidade atual para uma superfície total de 35.000 metros quadrados de painéis solares. Deste modo, mais da metade da energia destinada ao aquecimento urbano será de origem solar, o resto sendo assegurado pela biomassa produzida localmente.

O projeto compreende também um sistema de armazenamento de energia solar em previsão da estação mais fria com menos horas ensolaradas, e duma unidade de produção de eletricidade.

Este projeto na ilha de Ærø deve fazer a demonstração de que uma central em larga escala e 100 % renovável é eficiente e estável. O projeto recebeu o apoio da União Europeia e a experiência adquirida será transmitida aos 10 países que projetam estabelecer 20 centrais semelhantes na Europa.



Centrais solares térmicas futuras

• 16 centrais solares térmicas em grande escala (de mais de 100 metros quadrados) estavam a funcionar na Dinamarca em 2010.
• Está previsto o estabelecimento de mais 17 centrais e várias centrais já existentes vão ser ampliadas nos próximos anos
• Segundo a empresa de consultoria Ramnbøll, cerca de 245.000 metros quadrados de painéis solares serão operacionais na Dinamarca em 2012.
• Várias centrais de aquecimento urbano estão planejando o estabelecimento de centrais solares térmicas de mais de 100.000 metros quadrados.
• A Associação Dinamarquesa de Aquecimento Urbano, juntamente com Rambøll e a Universidade de Aalborg recomendam um aumento de 8 milhões de metros quadrados de centrais solares térmicas em larga escala para 2030.

Fonte: Artigo da revista Focus Denmark Magazine, Junho 2011

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